Após oito anos de intervalo , mas não de inércia ou desmobilização, o IV EIEMC finalmente é preparado para dar continuidade à sequência iniciada no ano de 1992( I EIE ), seguido de 2000 ( II EIE ) e 2004 ( III EIEMC ), quando assumiu definitivamente o caráter de encontro entre os museus comunitários e fundou-se a ABREMC.
Entre 2004 e 2011, a ABREMC não só se consolidou institucionalmente, como realizou em 2009 e 2011 respectivamente as I e II Jornadas Formação em Museologia Comunitária, em Santa Cruz/ RJ e Santa Maria/RS, ambas com o apoio de diversos parceiros a nível nacional , como a Itaipu Binacional/ Ecomuseu de Itaipu/ PR , e internacional , a UMCO – Unión de Museos Comunitarios de Oaxaca / México ). Nessas últimas Jornadas, abrindo o Mês das celebrações da Consciência Negra, as II Jornadas tiveram como tema Povos afrodescendentes e iniciativas museológicas comunitárias do Novo Milênio, abraçando também a movimentação do Museu Treze de Maio , em Santa Maria /RS no Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.
Muitas outras participações podem confirmar a ABREMC como eixo dinâmico e difusor das iniciativas museológicas comunitárias como a representação no Conselho Gestor do Sistema Brasileiro de Museus e no FSM– Fórum Social Mundial , em Belém , 2009, com o Seminário NATUREZA E CULTURA : MEMÓRIA COMO CAPITAL CULTURAL- Gestão e sustentabilidade de processos museológicos comunitários ( atividade autogestionada).
Pronta para o desafio de realizar a 4ª edição dos Encontros Internacionais de Ecomuseus e Museus Comunitários , a ABREMC lança com a Prefeitura de Belém, a Fundação Escola Bosque Prof. Eidorfe Moreira, o Ecomuseu da Amazônia, e o NOPH – Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica o IV EIEMC , a se realizar em Belém , de 12 a 16 de junho de 2012.
Esperamos uma participação expressiva das iniciativas e processos museológicos comunitários de todos os continentes, com a descoberta de novas experiências e novas metodologias no campo da museologia.
ATÉ LÁ !
A ABREMC coloca-se
, assim, como o início de uma organização
em rede, fortalecendo as iniciativas que
desejarem dela participar, procurando contribuir
na constituição de malhas
resistentes, porém flexíveis
o bastante para discutir nossas diferenças
e reforçar nossas futuras alianças
e cooperações.
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“Não
só os timoneiros que dirigem os
navios. O meio ambiente também
pilota as embarcações, por
meio das correntes marítimas, dos
ventos, dos acidentes de percurso, das
tempestades e assim por diante. Dessa
forma os pilotos guiam, mas também
são guiados. Não há
velejador experiente que não saiba
disso. Portanto, pode-se dizer que construímos
o mundo e, ao mesmo tempo, somos construídos
por ele. Como em todo esse processo entram
sempre as outras pessoas e os demais seres
vivos, tal construção é
necessariamente compartilhada”.
Humberto
Mariotti
IN: MATURANA,
Humberto e VARELA, Francisco. A Árvore
do Conhecimento, As Bases Biológicas
da Compreensão Humana. Trad. Humberto
Mariotti e Lia Diskin. São Paulo:
Palas Athena, 2001.p.11.
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