In Memoriam
Eterna Laïs


Fundadora do Ecomuseu do Cerrado, em Goiás , despontou em Santa Cruz, no encerramento do III Encontro Internacional de Ecomuseus e Museus Comunitários, com o entusiasmado depoimento sobre o Ecomuseu do Cerrado que abrange 7 municípios de Goiás. Incentivou também todo o processo de Implantação do Ecomuseu da Amazônia, a partir de Belém , Pará.

Prezados Diretores, Conselheiros, membros simpatizantes da ABREMC - Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários e toda a comunidade museológica do Brasil Comunicamos a todos que, a partir de 12 de maio de 2007, mais uma estrela fulgura no céu da Nova Museologia brasileira, deixando entre nós um feixe de luz que, tendo iluminado por tantas décadas o Cerrado e as atividades de seu Ecomuseu, iluminará cada vez mais nossa missão de propagar as potencialidades museológicas das comunidades. LAÏS ADERNE, que concebeu e criou com as comunidades de sete municípios de Goiás o Ecomuseu do Cerrado, deixa-nos um exemplo de luta e ideal, que fez da arte-educação o cinzel para esculpir nas populações do Centro-Oeste a auto-estima, a confiança, a esperança. Laïs, além de implantar o Ecomuseu do Cerrado, foi uma das mentoras, consultoras e/ou orientadoras de outras experiências (Festa Latina de Bonequeiros, Brincantes e Pensantes, Ecomuseu da Amazônia), levando seu relato, energia e apoio aos diferentes Brasis. Um ano após, constatamos que a ABREMC não perdeu sua Diretora de Comunicações, pois, encantada numa estrela, faz o Brasil Museal ganhar com a luz que emanará sempre de sua ação no Cerrado, desde Olhos d´Água, a Belém( PA).



Eco Escola Professora Laïs Fontoura Aderne (2008).

Dez meses após a perda dessa educadora a PMB, por meio da SEMEC, a homenageia inaugurando em março/2008, a Eco Escola Municipal Professora Laïs Fontoura Aderne.

Os princípios metodológicos dessa escola estão fundamentados segundo Nery (2008) “nas reflexões sobre a criança, seu jeito de ser e sentir, e, mais que isso seu direito de ser, de sentir e de aprender, que orientam sob um novo olhar o processo de construção dessa nova escola, que se quer séria mais alegre, formando com a realidade uma unidade”. Sua teoria fundamenta-se numa “visão pluralista da mente”, ou seja, cada pessoa é um sujeito ímpar, tem forças cognitivas diferentes, apreende de forma e estilo diferentes de outros sujeitos, oriundos de uma mesma sociedade ou meio cultural.

Desta forma, para executar essa idéia foi proposto, inicialmente, nove ambientes, onde estão sendo enfatizadas as diferentes inteligências expressas nas categorias defendidas por Gardner (1995) e referidas por Celso Antunes (1998), “Inteligências Múltiplas e seus estímulos”. Como segue:

a. Sala de expressão e produção. Objetiva trabalhar as inteligências, a lingüística, integrando a linguagem verbal e escrita e às manifestações da arte;

b. Sala de jogos. Empenha-se no desenvolvimento da inteligência lógico-matemática, envolve a habilidade do raciocínio, para reconhecer problemas e resolve-los;

c. Sala de natureza e sociedade, este ambiente integra ainda a participação das crianças no refeitório, parquinho, mini-hortas e jardins. Enfatiza um trabalho de estímulo à inteligência naturalista e social;

d. Sala da arte e do movimento. Enfoca a inteligência corporal cinestésica, em função do uso da coordenação para esportes, artes cênicas ou plásticas, e ainda no controle dos movimentos do corpo e na manipulação de objetos com destreza;

e. Sala do brinquedo. Está centrada na inteligência intra-pessoal, a qual proporciona às crianças situações de reflexão sobre suas atitudes, conceitos, idéias, emoções e sentimentos, assim como na valorização de seres únicos e diferentes que são;

f. Sala de integração/interação, valoriza ainda as áreas de comunicação interna, como o parquinho e a sala de multimeios, priorizando os jogos de quebra-cabeça. Busca trabalhar a inteligência espacial, isto é, percepção do mundo visual e espacial;

g. Sala de música. Concentra suas atividades na inteligência musical, desenvolvendo habilidades para apreciar, ler, interpretar, perceber temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre, dentre outras;

h. Sala de multimeios. Integra diferentes recursos, como TV, DVD, teatro, cantinho da leitura entre outros, utiliza nesse espaço o diálogo como estratégia para explorar as vivências, os aspectos históricos-pessoais e as brincadeiras, que levam as crianças e refletirem sobre o sentido da vida e dos valores sentimentais;

i. Sala das vivências alimentares. Ambiente centrado no refeitório da escola, dando suporte a “Sala, Natureza e Sociedade” logo no desenvolvimento da inteligência naturalista.

Maria Terezinha Resende
Coord. do Ecomuseu da Amazônia



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